Sophia Camargo
Fonte: http://economia.uol.com.br/financas/investimentos/2009/02/12/ult5346u141.jhtm
A incerteza gerada pela crise econômica está fazendo com que as pessoas tenham medo de se endividar e até mesmo de decidir onde investir.
Para o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), João Crestana, a primeira recomendação para quem vai comprar um imóvel é não encarar como uma decisão de impulso. A escolha deve ser resultado de uma equação simples: tamanho do bolso X necessidade da família.
Se o objetivo é proteger o dinheiro, é preciso avaliar suas vantagens e desvantagens. O imóvel representa segurança e rentabilidade moderada. Mas, em contrapartida, não é fácil de vender e transformar-se novamente em dinheiro. "Imóvel não é algo que a pessoa troque a todo momento: compram-se alguns durante a vida, e cada um deles deve ser muito bem pensado."
Como escolher
Localização
Localização é fundamental. Com 30 anos de profissão, Ângela Gonçalves, corretora da Kauffmann, está mais do que acostumada a aconselhar pessoas interessadas em comprar imóveis para investir. E invariavelmente ela dita a mesma cartilha.
"Se a intenção é comprar um imóvel residencial para alugar, escolha os que estão próximos ao metrô ou a faculdades de renome: isso fará com que a locação seja mais rápida. Outro ponto importante é que esteja sempre bem conservado, com boa pintura, azulejos em ordem, que seja claro e iluminado e que tenha um condomínio razoável", diz.
Se o imóvel é comercial, a corretora aconselha o investimento em salas próximas a hospitais, fóruns ou grandes centros comerciais.
Número de quartos
Segundo Crestana, do Secovi, mais de 75% da demanda nos últimos meses têm sido para imóveis de dois e três dormitórios. A corretora Ângela comprova. "Na minha opinião, o melhor investimento para fins de locação residencial é comprar um imóvel de 3 dormitórios, 2 vagas de garagem e área de lazer razoável", diz. "Este não fica fechado."
Valor do imóvel
O valor do imóvel é muito importante para alguém que quer ter liquidez em um momento de necessidade. É mais fácil vender um imóvel de R$ 100 mil do que um de R$ 500 mil.
João Crestana, do Secovi, opina que se a pessoa dispusesse deste valor para investir, talvez fosse mais interessante adquirir cinco salas de R$ 100 mil do que apenas uma de R$ 500 mil. "O aluguel será equivalente, mas a liquidez com certeza será muito maior."
Vagas de garagem
Quanto mais vagas o imóvel tiver, melhor. Mas isso não significa que um imóvel sem nenhuma vaga não seja interessante. Em bairros como o Centro da cidade, por exemplo, é comum encontrar apartamentos sem vagas, mas muito bem alugados, por conta da proximidade de um sem número de linhas de ônibus e metrô", diz Crestana.
Bairros valorizados como Perdizes também apresentam grande quantidade de apartamentos com apenas uma vaga de garagem e com bastante procura.
Andar alto ou andar baixo?
Todos podem ser bons, dependendo do objetivo. Normalmente os andares mais altos são mais valorizados, mas em alguns bairros como Higienópolis, o primeiro andar é muito procurado por adeptos da religião judaica. "Aos sábados, dia em que as atividades são reduzidas ao mínimo, muitos preferem andar de escada", esclarece Ângela.
Fuja do mico
Tanto João Crestana quanto Ângela Gonçalves concordam que o imóvel com tendência a se tornar um mico tem características comuns: é mal construído, tem um projeto ruim que não preveja uma boa iluminação, localização precária, longe de tudo, sem segurança. Não tem luminosidade, é mofado. Um vício gravíssimo é ser mal conservado.
O oposto disso: localização privilegiada, construção bem feita, manutenção sempre garantida, condomínio acessível e que não seja muito caro pode significar a realização do sonho de garantir mais tranquilidade para sua família e seu dinheiro.
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